Boiúna (Eunectes maximus)


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Bestiário


Nomes alternativos: boiúna, sucuriguaçu, mboia-açu (português e tupi), cobra-maria, cobra-norato(português), matatoros (espanhol), reusslang (holandês), amaru mayu (quéchua), giant anaconda (inglês).

Comprimento: geralmente em torno de 15 metros; as maiores chegam a 20 metros.

Massa: uma tonelada.

Hábitat: Lagos e rios caudalosos e tranqüilos da Amazônia e cavernas e florestas tropicais perto de suas margens.

Inteligência Abstrata: -20; Inteligência Concreta: -5; Resistência (ver tabela); Tamanho (ver tabela); Saúde: +2; Mobilidade: -2½ (em terra) ou +1½ (n'água); Sentidos: +2 (Olfato: +10; Audição: –; Visão: 0, com Infravisão primitiva); Dificuldade de treinamento: +5.

Habilidades: Força (ver tabela); Combate: +1; Esquiva: 1 (em terra) ou 1½ (n'água); Nado veloz: +8; Preparo Físico: 0; Furtividade: +2; Corrida: +5; Caça: +2; Escalada: +10; Mergulho: +19 (máximo de 50 minutos). Manobras de combate: Morder (ver tabela); Sufocar.

 

 

 

 

Características que dependem do tamanho

comprimento

(m)

massa

(kg)

grau de

massa

tamanho

resistência

força

mordida

12

550

1

2

10½

2½ / 3

13

700

2

2

11

2½ / 3

14

850

2

11½

3 / 3½

15

1.000

10

2

12

3 / 3½

16

1.200

11

2

12½

3 / 3½

17

1.400

11½

2

13

3 / 3½

18

1.600

12

2

13

3 / 3½

19

1.900

13

2

13½

3 / 3½

20

2.200

13½

2

3

14

3½ / 4

21

2.500

14

2

3

14

3½ / 4

22

2.800

14½

2

3

14½

3½ / 4

23

3.200

15

3

3

14½

3½ / 4

24

3.500

15½

3

3

15

3½ / 4

25

4.000

16

3

3

15

3½ / 4

26

4.400

16½

3

3

15½

3½ / 4

27

4.800

17

3

3

16

3½ / 4

28

5.300

17½

3

3

16

3½ / 4

29

5.800

17½

3

3

16

3½ / 4

30

6.400

18

3

16½

4 / 4½


Características

 

A boiúna tem um corpo marrom-escuro, com manchas ovais pretas. Olhos e narinas estão no alto da cabeça, para que possa ver e respirar enquanto nada. O comprimento médio é de quinze metros; a da gravura tem cerca de 19 metros e há boatos sobre cobras de até 30 metros.

Suas presas habituais incluem antas, queixadas, jacarés, veados, tapiruçus, capivaruçus, tanhaparas e ajuraçus. Ocasionalmente invade fazendas e até cidades para predar gado, cavalos e pessoas. Como regra geral, a boiúna pode atacar qualquer animal que tenha peso igual ou menor que o seu próprio.

Também podem morder instintivamente, por defesa, qualquer pessoa que se aproxime. Como a maioria das serpentes, possui alguma percepção do infravermelho, que permite perceber a presença de objetos quentes no escuro ou através de folhas.

A boiúna é uma caçadora noturna e solitária e passa a maior parte do seu tempo na água, onde atinge velocidades bem maiores que em terra. Submersa, aguarda a presa pacientemente, mantendo apenas o focinho acima da superfície. Quando um animal passa por perto ou se detêm para beber, ela o agarra com uma mordida e se enrola em torno de seu corpo, apertando-o até que sufoque ou se afogue. Como a digestão é muito lenta, depois de uma refeição a sucuri passa muito tempo simplesmente descansando ao sol. Se necessário, pode sobreviver mais de um ano sem se alimentar.

A fêmea libera um feromônio que atrai os machos e copula com cinco a doze deles. Durante o ato, os animais permanecem enrolados numa enorme bola de serpentes. As sucuris são ovovivíparas, ou seja, chocam os ovos dentro do próprio corpo. Após um período de seis meses a boiúna dá à luz 20 a 40 filhotes que nascem com cerca de 2 metros e totalmente auto-suficientes. Atingem a maturidade em quinze anos e podem viver (e crescer) até os 100 anos.

Em termos de jogo, o ataque de uma boiúna começa por uma Mordida para agarrar a vítima, seguida pelo enroscamento. Se em seguida a sucuri perder uma disputa de Forças com a vítima, esta se liberta. Se empatar, a luta continua. Se vencer a disputa por uma margem de um grau, esta pára de respirar, mas pode fazer novas tentativas a cada segundo enquanto não perder a consciência. Se a sucuri vencer por dez graus ou mais, quebrará os ossos da vítima, provocando dano de +2 a cada segundo. Se a vítima morrer – normalmente por sufocação –, a sucuri o engolirá inteiro.

Uma pessoa que perca todas as disputa de Forças normalmente perderá a consciência em trinta segundos (sessenta se não tentar lutar), tempo que pode ser aumentado em função de sua Saúde e sua Habilidade Respirar, se a tiver. Morrerá em mais quatro minutos (prolongáveis apenas em função da Saúde), mas se for libertada a tempo, recuperará rapidamente a consciência.

Se a pessoa não consegue libertar-se, seus companheiros podem ajudar. São necessários sete homens adultos para sobrepujar uma boiúna de doze metros, mais um para cada metro adicional de cobra (quinze para uma de vinte metros). Se a cobra for morta, perder a consciência ou for seriamente ferida (dano de grau 2 ou superior), também libertará a vítima.


O Brasil dos outros 500

No Brasil dos outros 500, a espécie Eunectes maximus é encontrada nos rios e lagos das bacias dos rios Amazonas e Orenoco.


Atlântida

No universo de Atlântida, as boiúnas são encontradas nos rios e lagos tropicais do Continente Ocidental, Antília e Poseidônis.


Solidariedade Galáctica

No Universo da Solidariedade Galáctica, as boiúnas existem com a mesma distribuição que tinham no Brasil dos outros 500.